Associação Brasileira de Zootecnistas: Conservação de Forrageiras Nativas e Introduzidas Conservação de Forrageiras Nativas e Introduzidas ================================================================================ GUILHERME FERREIRA DA COSTA LIMA1, FRANCISCO CANINDÉ MACIEL2 on 13/08/2006 17:46:00 *Pesquisador – Embrapa/EMPARN, Rua Jaguarari, 2192 – L. Nova; Natal – RN guilhermeemparn@rn.gov.br *Pesquisador – Embrapa/EMPARN, Rua Jaguarari, 2192 – L. Nova – Natal – RN macielemparn@rn.gov.br Resumo: A pecuária representa uma das mais importantes atividades para os pequenos agricultores familiares do semi-árido brasileiro. Em função de sua menor vulnerabilidade à seca quando comparada às explorações agrícolas, ela tem se constituído num dos principais fatores de fixação do homem à terra e de geração de emprego e renda na região. No entanto, devido à marcada estacionalidade na disponibilidade dos pastos nativos e a limitada área dos estabelecimentos rurais, o desempenho produtivo dos rebanhos é baixo, principalmente devido a reduzida oferta de alimentos no período seco. Nesse cenário, a produção e a conservação de forrageiras nativas e cultivadas surgem como uma alternativa natural para disponibilizar alimentos nos períodos de estresse nutricional dos rebanhos. Por outro lado, as barreiras culturais, a insuficiente assistência técnica, a pequena disponibilidade de máquinas e o desconhecimento das práticas de armazenamento de forragens determinam um baixo índice de adoção de tecnologias de formação de reservas forrageiras estratégicas. A presente revisão procura apresentar os resultados de pesquisa disponíveis sobre o assunto, com ênfase nas tecnologias apropriadas para os produtores com baixa capacidade de investimento. Nesse contexto são apontadas opções de práticas simplificadas de conservação como a ensilagem e a fenação, utilização de secadores solares e enfardadeiras manuais e formas de armazenar alimentos no seu estado natural, como a palma forrageira, o capim elefante irrigado, o sorgo, e as leguminosas manejadas como bancos de proteína. É ainda ressaltada a importância dos resíduos da agroindústria na alimentação dos ruminantes com sugestões de práticas de manejo, conservação e utilização. Abstract: Animal husbandry is one of the most important activities for the smallholders producers of the brazilian semi-arid region. Due to its small vulnerability to drought periods, when compared to agriculture, cattle raising has been converted on the major factor to maintain smallholders in rural areas, and to generate employment and income. On the other hand, due to the strong seasonability of the native pastures and the limited areas of the farms, the performance of the herds is very low. In this context the production and conservation of native and cultivated forages emerge as a natural alternative to struggle against nutritional stress of the animals. The low level of technology adoption by smallholders is motivated by cultural barriers, lack of technical assistance, lack of machinery availability, and low knowledge of practical forage conservation methods. This revision try to show the available research results about forage conservation with emphasis on appropriate technologies for smallholders. In this way several information are pointed out about silage, hay, solar driers, manual hay bailing, and other forages like elephant grass, sorghum, forage cacti, and legumes managed as protein banks. It is also emphasized the importance of agricultural by-products for ruminant nutrition.