Associação Brasileira de Zootecnistas: Produção e industrialização de rãs no Nordeste Produção e industrialização de rãs no Nordeste ================================================================================ MARCELO LUIS RODRIGUES1 on 13/08/2006 18:39:00 *Prof. Dr. do Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba Areia – PB rodrigues@cca.ufpb.br A rã-touro espécie exótica originária do norte dos Estados Unidos e Canadá tem sido alvo de pesquisas para sua exploração em cativeiro, desde 1935 quando foi introduzida no Brasil. Todavia, observações e estudos em diversas áreas foram realizados para esclarecer o comportamento desta espécie em clima tropical. Animais com grande potencial de crescimento quando comparado às espécies nativas do Brasil, com perfeita adaptação ao calor dos trópicos mesmo sendo originária de países frios, sua carne é altamente nutritiva e com baixíssimo teor de gordura, com elevado teor protéico, e boa digestibilidade, com todos os aminoácidos essenciais presentes e baixa caloria (Azevedo et al., 1988). Na década de 80 intensificaram-se as pesquisas com nutrição e alimentação, instalações e manejo, reprodução, sanidade, industrialização e comercialização que têm sido refinadas pelos pesquisadores preocupados em tornar esta atividade mais lucrativa e de fácil acesso aos produtores interessados. Muitos obstáculos têm sido levantados desde a criação até a comercialização, como por exemplo, Lima, Figueiredo e Moura (1994) que diagnosticaram os problemas, propostas e soluções da ranicultura e as pesquisas prioritárias na tentativa de promover integração entre técnicos e pesquisadores, proporcionando formação de massa crítica capaz de disponibilizar as tecnologias desenvolvidas pelas pesquisas realizadas para os produtores. Em levantamento da cadeia produtiva da ranicultura Lima, Cruz & Moura (1999) mostraram que existe um grande potencial no mercado internacional para os produtos da ranicultura brasileira, principalmente pelo fato de que os 2 principais países consumidores continuam sendo atendidos por rãs provenientes da caça de animais silvestres, e que existe uma demanda reprimida no mercado interno. Os autores relataram ainda, que falta maior volume de produção, regularidade na oferta, e preço compatível. Também foi evidenciado que, para superar os problemas atuais da ranicultura brasileira, existe a necessidade de se melhorar os índices de produtividade para ampliar a capacidade de produção. Um dos caminhos para enfrentar estes problemas seria: acesso à tecnologia, ração com maior eficiência alimentar, animais com melhor desempenho zootécnico e melhores condições para a comercialização.