Associação Brasileira de Zootecnistas: Análise da Pós-Graduação em Zootecnia no Brasil, 2007 Análise da Pós-Graduação em Zootecnia no Brasil, 2007 ================================================================================ Tânia Maria de Paula Lyra1, Walter Motta Ferreira2 on 07/09/2008 19:09:00 *Doutora em Ciência Animal pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, tanialyra@terra.com.br *Doutor em Ciência Animal e Professor Associado I do Departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais – waltermf@vet.ufmg.br Introdução A área de Zootecnia possui 35 programas de pós-graduação; 17 de Mestrado Acadêmico, 14 programas de Mestrado / Doutorado, um programa de Doutorado e três programas de Mestrado Profissionalizante. A área representa 12,5 % dos programas de pósgraduação em Ciências Agrárias. Numa comparação entre os programas de pós-graduação em Ciências Agrárias com os de Zootecnia, no período de 1996 a 2007, verifica-se que o crescimento na área de Zootecnia (105,88 %) foi maior que o observado na grande área de Ciências Agrárias (91,79 %). Em Ciências Agrárias, a pós-graduação concentra-se em programas de Mestrado / Doutorado (160 programas), seguido de programas de Mestrado, que em 2007, representou 110 programas. Em Zootecnia, a pós-graduação, em especial o programa de Mestrado / Doutorado teve um aumento de 70,0 %, a partir de 2003, de acordo com dados da Capes – MEC. Dentre os 445 cursos de pós-graduação em Ciências Agrárias, 51 cursos, são da área de Zootecnia, o que corresponde a 11,46 % dos cursos de pós-graduação em Ciências Agrárias. Os cursos de Mestrado em Zootecnia respondem por 11,67 % dos cursos de Mestrado em Ciências Agrárias. Os cursos de Doutorado em Zootecnia correspondem 9,81 % dos cursos de Doutorado e, por 37,5 % dos cursos de Mestrado Profissionalizante em Ciências Agrárias. No que se refere à avaliação realizada em 2007, 31,42 % dos programas de pósgraduação em Zootecnia obtiveram o conceito 3; 37,14 % dos programas e 22,44 % dos cursos obtiveram o conceito 4. O conceito 5 ocorreu em 20 % dos programas e em 22,44 % dos cursos. O conceito 6, ocorreu em 5,71 % dos programas, e o conceito - 7, em dois programas de pós-graduação em Zootecnia (5,71 %). A pós-graduação em Zootecnia concentra-se na Região Sudeste (41,93 %) e Nordeste (25,8 %). Essas duas regiões, respondem por 58,05 % dos programas de Pós - graduação em Zootecnia no Brasil. A área de Zootecnia possui 563 docentes e se verifica que, 47,24 % dos docentes encontram-se na região Sudeste, 21,66 % dos docentes encontra-se na Região Nordeste; na região sul, encontra-se 15,63 % dos docentes; no Centro-Oeste, 8,88 % e na Região Norte, 6,57 % dos docentes e, 98,6 %, possuem doutorado. Foram matriculados nos programas de Pós–Graduação em Zootecnia, 1.539 alunos; 977 alunos no mestrado e 562 em doutorado. A região Norte possui 4,81 % dos alunos de Pós-Graduação em Zootecnia do País e a região Nordeste 5,48% dos alunos. Na Região Sudeste concentra-se o maior percentual de alunos de pós – graduação em Zootecnia, 68,18 %, seguida da Região Sul, 23,17%. As Regiões Sudeste e Sul concentram 60 % dos programas e 91,35 % dos alunos de pós – graduação em Zootecnia no Brasil e se destacam como exportadoras de produtos agrícolas. Conteúdo *Programas de Pós-Graduação em Zootecnia *Cursos de pós-graduação em Zootecnia *Avaliação dos Programas e Cursos de pós-graduação em Zootecnia *Distribuição Regional dos programas de Pós-graduação em Zootecnia no Brasil *Docentes na pós-graduação em Zootecnia no Brasil *Alunos na Pós-Graduação em Zootecnia no Brasil *Evolução no número de programas de pós-graduação em Zootecnia no período de 2003 a 2007, por região no Brasil *Produção Científica na área de Zootecnia *Propostas Conclusões Nos últimos anos houve um acréscimo nos Programas e conseqüentemente de Cursos de pós-graduação em todas as áreas de conhecimento. Em 1976, os programas de pósgraduação em Zootecnia representavam 11,64 % do total de cursos de pós – graduação em Ciências Agrárias. Em 2007 representam 12,23 %. O número de programas de pós-graduação aumentou no período de 1996 a 2007 em 95,9 %. No mesmo período os programas de pósgraduação em Zootecnia passaram de 17 para 35 programas apresentando crescimento maior (105,88 %). Dentre os 445 cursos de pós-graduação em Ciências Agrárias, 51 cursos são da área de Zootecnia, o que corresponde a 11,46 %. Os cursos de mestrado em Zootecnia respondem por 11,67 % dos cursos de Mestrado em Ciências Agrárias e os de Doutorado por 9,25 %. A Zootecnia possui três cursos de Mestrado Profissionalizante, o que representa 37,5 % dos cursos de Mestrado Profissionalizante em Ciências Agrárias. Na Zootecnia houve uma redução na assimetria entre as regiões do Brasil. A região Centro – Oeste possui 8,57 % dos programas; a Região Norte, 5,71 %; a região Nordeste, 25,71 %; a Sudeste, 45,71 % e a Região Sul, 14,28 % dos programas de pós-graduação em Zootecnia. As regiões Nordeste e Sudeste concentram 71,42 % dos programas de Pós - graduação em Zootecnia e 73,55 % dos docentes, dos quais 98 % possuem o título de doutor. Foram matriculados nos programas de Pós – Graduação, 1.539 alunos; 977 alunos, no Mestrado e 562 alunos, em Doutorado. Em relação à produção científica relacionada no ISI, na área de Zootecnia, verifica-se que no período de 1981 a 2005 houve um decréscimo, quando comparada com as demais áreas do conhecimento, repetindo o que ocorreu em Ciências Agrárias. Em 1981 a produção científica em Zootecnia representava no mundo 3,2 % em relação às demais áreas do conhecimento. Em 2006, representa 2,1 %. Na América Latina representava em 1981, 4,7 % da produção científica em todas as áreas do conhecimento, posição mantida em 2006. No Brasil em 1981 a produção científica em Zootecnia representava 6,9 % em 1981 e representou em 2006, 4,5 % da produção científica em todas as áreas do conhecimento. A Zootecnia tratase de uma das áreas de maior crescimento na pós-graduação e sua produção científica muito contribuem para a posição das Ciências Agrárias, na colocação do Brasil no 20º lugar no ranking mundial do índice de impacto da produção científica.