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Tolerância do matrinxã (Brycon amazonicus) a bactéria gram-negativa Aeromonas hydrophila

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  1. Parte da dissertação de Mestrado do primeiro autor;
  2. Laboratório de Fisiologia Aplicada à Piscicultura – LAFAP – Coordenação de Pesquisas em Aqüicultura, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – E-mail: sragonha@yahoo.com.br; rondon@inpa.gov.br; nicebrasil@hotmail.com; pgsumao@inpa.gov.br.

 

Resumo: Para determinar a dose letal (DL50 96-h) da bactéria Aeromonas hydrophila para o matrinxã, Brycon amazonicus, foram utilizados 90 peixes (63,23 ± 6,39 g), divididos em cinco tratamentos, com diferentes soluções bacterianas: T1 - Controle (solução salina 0,9% NaCl); T2 (4 x 1011 células/mL); T3 (5 x 1011 células/mL); T4 (1,36 x 1012 células/mL) e T5 (3,06 x 1012 células/mL). Os peixes foram previamente anestesiados com benzocaína (60 mg/L), inoculados na cavidade peritoneal com as suspensões bacterianas e distribuídos em 15 aquários de vidro de 80 L de capacidade, com aeração constante. O experimento teve duração de 96 h, no qual foi observada a mortalidade e monitorada a qualidade da água. O delineamento experimental foi inteiramente casualisado com três réplicas. A DL50 96-h foi estimada de acordo com o método Spearman-Karber. As primeiras mortalidades ocorreram em 57 h após a inoculação das concentrações bacterianas, sendo os primeiros sinais da ação bacteriana observados em 24 h após a inoculação. A mortalidade dos peixes aumentou nas concentrações crescentes de A. hydrophila (T1 = 0%; T2 = 16,66%; T3 = 44,44%; T4 = 72,22% e T5 = 100%). Os resultados sugerem que o matrinxã é mais tolerante a bactéria A. hydrophila quando comparado a outros peixes teleósteos, cujo valor da DL50 96-h foi 6,66 x 1011 células/mL de solução salina.

Palavras-chave: bactéria, DL50 96-h, peixes tropicais, teste desafio

 

abstract: In order to determine the lethal dose (96-h LD50) of the bacteria Aeromonas hydrophila to matrinxã, Brycon amazonicus, 90 fish (63.23 ± 6.39 g) were divided into five treatments, with different bacterial solutions: T1 - Control (0.9% NaCl saline solution); T2 (4 x 1011 cells/mL); T3 (5 x 1011 cells/mL); T4 (1.36 x 1012 cells/mL); and T5 (3,06 x 1012 cells/mL). Fish were previously anesthetized with benzocaine (60 mg/L), inoculated in the peritoneal cavity with the bacterial suspensions and then distributed into fifteen 80-L test chambers equipped with air compressors. The experiment lasted for 96 hours, in which fish mortality was observed and water variables were monitored. The experiment was randomly designed in three replicates. The 96-h LD50 was estimated according to the trimmed Spearman-Karber method. Fish mortality was first observed after 57 h of the bacterial inoculation, although, the signs of the bacterial infection were observed 24 h after the inoculation. Fish mortality rate increased with the bacterial concentrations of A. hydrophila (T1 = 0%; T2 = 16.66%; T3 = 44.44%; T4 = 72.22% and T5 = 100%). The results suggest that matrinxã is more tolerant to A. hydrophila infection compared to other teleost fishes, which present lower 96-h LD50 values than 6.66 x 1011 cells/mL saline solution, found to matrinxã.

Keywords: 96-h LD50, bacteria, challenge test, tropical fishes


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