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Ajuste de modelos não-lineares aos dados de crescimento de búfalas da raça Murrah criadas em terras baixas no estado do Rio Grande do Sul1

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  1. Relacionado ao projeto Embrapa MP2 – 02.07.07.009.00.00, Atividades 10.03 e 02.02
  2. Aluno do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia/UFSM, 97105-900, Santa Maria-RS, Bolsista CAPES ronyereo@yahoo.com.br
  3. Embrapa Amazônia Oriental, Belém-PA, e-mail: cimarcon@cpatu.embrapa.br
  4. Embrapa Clima Temperado, Pelotas-RS, bubalus3@gmail.com
  5. Campus de São Gabriel/UNIPAMPA, São Gabriel-RS analiagarnero@yahoo.com.br, rgunski@yahoo.com.br
  6. Departamento de Zootecnia/UFSM, 97105-900, Santa Maria-RS, Bolsista de Prod. CNPq rorato@smail.ufsm.br

 

Resumo: Com o objetivo de ajustar modelos não-lineares ao crescimento ponderal de búfalas criadas em terras baixas do Estado do Rio Grande do Sul, foram utilizados registros mensais (do nascimento aos dois anos de idade) de 63 animais nascidos no período de 1982 a 1989, totalizando-se 1.638 pares de observação peso-idade. Os modelos utilizados foram: Von Bertalanffy, Brody, Gompertz e logístico. Os parâmetros foram estimados usando-se o procedimento NLIN do SAS. Todos os modelos superestimaram o peso ao nascimento em maior ou menor magnitude. Em ordem crescente, os modelos Von Bertalanffy, Gompertz, logístico e Brody superestimaram o peso ao nascimento em 28,55; 32,74; 37,49 e 42,70 kg. O modelo logístico subestimou o peso assintótico (-5,07 kg) e os demais modelos (Gompertz, Von Bertalanffy e Brody) superestimaram este parâmetro, em ordem crescente: 3,07; 17,7 e 280,33 kg, respectivamente. Com base nos critérios de ajuste e no comportamento das curvas preditas, o modelo Gompertz, seguido dos modelos logístico e Von Bertalanffy seriam os de melhor ajuste. Sugere-se que o modelo Brody não seja utilizado para descrever a curva de crescimento de búfalas da raça Murrah, criadas sob as condições deste trabalho. A correlação fenotípica entre as estimativas do peso assintótico (A) e da taxa de maturação (K), obtidas pelo modelo Gompertz, foi de -0,69, evidenciando o antagonismo existente entre taxa de crescimento e peso à maturidade.

Palavras-chave: bubalinos, peso assintótico, taxa de maturação, terras inundáveis

 

Adjustment of nonlinear models to deal with growth data for female Murrah buffalo raised in lowlands, Rio Grande do Sul, Brazil1

abstract: This study aimed to adjust nonlinear models to deal with growth curve data for female buffalo raised in lowlands in the State of Rio Grande do Sul, Brazil. Monthly records made between birth and two years of age were used from 63 animals born between 1982 and 1989, a total of 1,638 weight-age pairs of data. The Von Bertalanffy, Brody, Gompertz and Logistic models were used in the study. The parameters were estimated by the NLIN procedure, SAS (2001). All the models overestimated weight at birth. In ascending order, the Von Bertalanffy, Gompertz, logistic and Brody models have each overestimated weight at birth at 28.55; 32.74; 37.49 and 42.70 kg. The asymptotic weight was underestimated only by the logistic model (-5.07 kg), whereas the other models (Gompertz, Von Bertalanffy and Brody) overestimated this parameter in ascending order at: 3.07; 17.7 and 280.33 kg, respectively. Based on the adjustment criteria and the predicted curves, the Gompertz model, followed by the logistic and the Von Bertalanffy, showed best adjustment. However, it is recommended that the Brody model should not be used to describe growth curve of female Murrah buffalo under the conditions of this study. The phenotypic correlation between the estimated asymptotic weight (A) and maturation rate (K), following the Gompertz model, was -0.69, which clearly demonstrates the antagonism between the growth rate and maturity weight.

Keywords: asymptotic weight, buffalo, floodable lands, maturation rate


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