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Taxa de deposição de gordura avaliada por ultrassonografia para novilhas de corte de três grupos genéticos terminadas em confinamento

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  1. Financiada pela Embrapa, UFV, Fundect e Potensal
  2. Graduando em Zootecnia FAMEZ/UFMS, Campo Grande-MS. *Bolsista de IC do CNPq e-mail: rafaael@gmail.com
  3. Pesquisadores Embrapa Gado de Corte, Campo Grande, MS
  4. Mestranda em Zootecnia, UFV, Viçosa-MG
  5. 5Prof. Depto. de Zootecnia/UFV, Viçosa-MG

 

Resumo: O objetivo deste trabalho foi estimar a taxa de deposição da gordura sub-cutânea de novilhas three-cross terminadas em confinamento. Foram utilizadas 31 novilhas three-cross com as seguintes composições raciais: ½ Caracu ¼ Angus ¼ Nelore (n=9), ½ Caracu ¼ Valdostana ¼ Nelore (n=13) e ½ Red Angus ¼ Caracu ¼ Nelore (n=9), peso vivo médio inicial de 330 ± 39 kg e idade média inicial de 22 ± 4 meses. No início, e a cada 28 dias, eram obtidos os pesos vivos (PV) e medidas ultrassonográficas de espessura de gordura subcutânea (EGSUS) dos animais, totalizando 4 medições por animal. Através de regressão linear utilizando as médias de EGSUS, em função do PV de cada período, foi gerada uma equação para estimar a espessura de gordura (EGSEQ) dos animais. Os erros entre EGSEQ e EGSUS foram submetidos a análise de variância com teste de tukey a 5% de significância. Valores de EGSUS e valores de espessura de gordura subcutânea medidos na carcaça (EGSC) pós abate também foram contrastados. A equação indicou alta correlação (r=0,99368) entre EGSUS e o PV dos animais. A análise de variância dos erros indicou que a equação não faz previsões significativamente diferentes (p>0,05) entre os grupos genéticos. Os resultados obtidos mostram que há uma subestimação média de cerca de 18% nos valores de US em relação ao valores reais na carcaça. Conclui-se que peso vivo tem boas perspectivas de uso para predição de EGS, mesmo que para diferentes grupos genéticos, mas que a exatidão do método precisa ser melhorada.

Palavras-chave: avaliação in vivo, espessura de gordura subcutânea, qualidade de carcaça, ultrassom

 

Fat deposition rate assessed by ultrasonography for heifers of three genetic groups finished in feedlot

abstract: The objective of this study was to estimate the rate of subcutaneous fat deposition of three-cross heifers finished in feedlot. Thirty-one three-cross heifers with the following racial composition were used: ½ Caracu ¼ Angus ¼ Nelore (n=9), ½ Caracu ¼ Valdostana ¼ Nelore (n=13) e ½ Red Angus ¼ Caracu ¼ Nelore (n=9), with average live weight of 330 ± 39 kg and average initial age of 22 ± 4 months. Along the initial weight, and every 28 days, live weight (LW) and ultrasound measures of subcutaneous fat thickness (EGSUS) of animals were obtained, totaling four measurements for each animal. Through linear regression using the averages of EGSUS and LW of each period, an equation was generated to estimate the subcutaneous fat thickness (EGSEQ) of animals. The errors between EGSEQ and EGSUS were subjected to analysis of variance and differences were determined by the Tukey test at 5% of significance. EGSUS values and values of carcass subcutaneous fat thickness measured post slaughter carcass (EGSC) were also contrasted. High correlation (r = 0.99368) was observed between EGSUS and LW of animals. The analysis of variance of the errors indicated that the equation does not make significantly different (p>0.05) predictions between genetic groups. The results comparing EGSUS (corrected for slaughter) and the real carcass EGS show that there is an average underestimation of about 18% in value of US in relation to real values in the carcass. It can be concluded that LW has great potential to estimate EGS, even for different genetic groups, but the method accuracy must be improved.

Keywords: backfat thickness, carcass quality, in vivo evaluation, ultrasound


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