A América Latina produz mais de 500 mil toneladas por ano de subprodutos e resíduos agroindustriais, sendo o Brasil responsável por mais da metade dessa produção (Souza e Silva, 2002). Por outro lado, com a política dos biocombustíveis pode-se esperar uma maior quantidade de subprodutos para a alimentação animal; desta forma, o aproveitamento destes subprodutos assume um papel economicamente importante, devido ao grande volume disponível, assim como a versatilidade de sua utilização, basicamente sob a forma de insumos para a alimentação animal. Vários são os subprodutos empregados na alimentação de ruminantes, dentre eles destacam-se o caroço de algodão, a polpa cítrica, o resíduo úmido de cervejaria e resíduos da fabricação de bicombustíveis entre outros. A inclusão de subprodutos da agroindústria em dietas de ruminantes pode desempenhar papel primordial na economicidade de um sistema de produção. Porém, para que isto ocorra é importante observar a viabilidade econômica de utilização do insumo, disponibilidade ao longo do ano e o seu valor nutricional.
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