As origens da criação de ovinos no Brasil reportam-se em especial à influência espanhola durante o período de colonização. Inicialmente voltados para a produção de lã, os maiores rebanhos eram criados na Região Sul. Aos poucos, contudo, ajustandose às necessidades do mercado nacional, os animais foram sendo adaptados para duplo propósito, ou seja, produção de lã e de carne. No início da década passada foi verificada uma tendência de queda nos preços da lã nos mercados internacionais, ocasionada pelo aumento da oferta e melhoria na qualidade das fibras sintéticas. Além disso, o incremento na produção de outras matérias-primas alternativas ao tecido natural, acentuou esta mudança de perfil do mercado. Como conseqüência da inevitável crise mundial que atingiu as criações de ovinos lanados, programas de engenharia genética passaram a buscar novos padrões de animais que fossem especializados, também, na produção de carne (MARTINS, 2006).
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