A palma forrageira, provavelmente, foi introduzida no Rio de Janeiro pelos portugueses, com vistas a quebrar o monopólio Espanhol sobre o vermelho carmim produzido no México. No século XIIX, foi introduzida em Pernambuco em 1818 por solicitação do Governo do Estado (Costa 1958 apud Simões et al, 2005). Inicialmente, o valor forrageiro da palma no Nordeste não foi reconhecido, embora no Norte da África o cultivo de variedades inermes de Opuntia para fins forrageiros já fosse difundido no final do século XIX (Domingues,1963), só despertando interesse como forrageira em Pernambuco e Alagoas em 1902.
Em Pernambuco, a Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio iniciou as pesquisas com a palma forrageira, no final dos anos 50, pelo Serviço Experimental do Estado. Estas pesquisas tiveram continuidade, inicialmente pelo Instituto de Pesquisas Agronômicas, e posteriormente, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária.
Diante do grande número de pesquisas já realizadas, não será possível neste documento proceder a uma avaliação global. Desta forma, o objetivo desse trabalho é obter uma amostra representativa das pesquisas agronômicas e das principais tecnologias geradas, assim como realizar uma interpretação a luz dos conhecimentos atuais sobre o cultivo da palma forrageira.
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