Resumo
Na Colômbia durante o século XIX e a primeira metade do XX existiu o termo zootecnia na linguagem e embora durante fossem realizados intentos para estabelecer cursos de agronomia, medicina veterinária e zootecnia, estes tiveram pouco sucesso. A falta de recursos econômicos, a baixa procura por técnicas do setor agrário colombiano, as freqüentes crises sociais e políticas que geraram prolongados e custosos enfrentamentos militares e civis e a carência de uma cultura científica forte são alguns dos fatores que explicam porque estas tentativas têm sido falidas. Sendo assim, só é possível referir-se à zootecnia como curso de graduação a partir de 1960 quando foi criado o primeiro curso de zootecnia na Universidad Nacional de Colombia em Medellín. Hoje Colômbia dispõe de 13 Instituições de Ensino Superior (IES) que oferecem o curso de zootecnia. Só a Universidad Nacional de Colombia tem três sedes onde é oferecido. Em duas IES o curso corresponde à segunda fase de formação profissionalizante de estudantes formados em cursos de tecnologia. Até hoje há cinco cursos que têm sido credenciados. Nos últimos anos três IES têm criado outros cursos que embora procurem ter alguma associação com zootecnia têm recebido outros nomes (Engenharia Agropecuária e Indústrias Pecuárias). Em 1985 o Congresso da república aprovou a Lei 073 que regulamenta o exercício profissional da medicina veterinária, a medicina veterinária e zootecnia e a zootecnia que foi regulamentada pelo Decreto 1122 (1988). Em 2000 aprovou-se a Lei 576 o código de ética para o exercício das mesmas profissões. Este trabalho pretendeu analisar a situação do curso de zootecnia na Colômbia quanto às causas que explicam seu gênesis e a identidade das universidades que o oferecem. No caso da Universidad Nacional de Colômbia, na sua Sede de Medellín, foi feita uma análise das interpretações que têm existido quanto à definição de seu objeto de estudo, o projeto acadêmico que tem acompanhado aos currículos até hoje e as perspectivas de desenvolvimento.
Introdução
A divisão das ocupações humanas em ofícios se produz em conseqüência do desenvolvimento das mudanças que acontecem nas relações entre os homens e entre estes com a natureza. Estes ofícios são reconhecidos socialmente como profissões quando a escola, o instituto, a faculdade ou a universidade lhe dão o aval acadêmico. É possível, em conseqüência, acompanhar o surgimento dos ofícios e as profissões, as condições sociais que facilitaram sua criação, as leis que regulamentam seu exercício e os elementos acadêmicos estruturais desenvolvidos pelas instituições de ensino que formam profissionais capacitados para exercer as funções que são próprias a sua área de atividade.
Baseado nestes princípios foi realizado este trabalho com vistas a analisar a situação do curso de zootecnia na Colômbia. Para tanto foram analisadas as causas que explicam o surgimento da zootecnia em Colômbia, a identidade das universidades que oferecem o curso, a lei que regulamenta o seu exercício. No caso do curso sediado na Universidad Nacional de Colômbia, na sua Sede de Medellín, foi feita uma análise de prospecção de algumas das interpretações que têm existido quanto à definição de seu objeto de estudo e trabalho, a maneira como têm sido desenhados os currículos dos cursos de zootecnia para impulsarem os projetos de ensino e pesquisa. Importante é salientar que as ditas análises estiveram baseadas nos sucessos acontecidos nesta Universidade visto que foi nela onde se criou o primeiro curso de zootecnia do país, trata-se do maior centro de educação superior existente e onde têm sido produzidas importantes mudanças nos currículos de estudo dos cursos de graduação.
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