Introdução
As forrageiras tropicais são constantemente submetidas a estresses causados por altas temperaturas, déficit hídrico, radiação solar e deficiência de nutrientes que limitam a produção e a qualidade nutricional das mesmas.
Além da limitação na quantidade de nutrientes, muitas espécies tropicais possuem prédisponibilidade genética para produzir metabólitos secundários como taninos em estágios particulares de desenvolvimento ou sob condição de estresse. Os metabólitos secundários constituem um meio de defesa contra bactérias, fungos, vírus, estresse ambiental e ataque de herbívoros, e podem proporcionar à planta características como gosto amargo, odor repulsivo e provocar intoxicações ou efeitos antinutricionais nos predadores (GINER-CHAVES, 1996).
Vários trabalhos atestam que os taninos presentes nas forrageiras podem ter importantes conseqüências nutricionais para os ruminantes, contudo, os métodos tradicionais de análise de alimentos não incluem avaliação de taninos e, em função disso, pouco se sabe a respeito da natureza desses compostos nas espécies forrageiras tropicais. No presente trabalho, são apresentados resultados de pesquisas sobre taninos condensados, as principais metodologias de análise e problemas metodológicos, e sugeridos enfoques para pesquisas futuras.
Conteúdo
Considerações finais
O crescente interesse pelos taninos, demonstrado pelo elevado número de publicações sobre o tema em periódicos científicos renomados, evidencia a importância desses polifenois na nutrição de ruminantes. Contudo, uma série de estudos ainda são necessários para melhorar a qualidade nutricional da dieta dos animais que consomem taninos, como por exemplo:
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