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Uso e Reuso da Água em Sistemas de Produção Animal

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  1. Universidade Estadual da Paraíba – UEPB/DB/CCBS etham@uepb.edu.br

As preocupações da sociedade com problemas ligados ao uso e manejo das águas levaram a debates e inovações nas últimas décadas. Expressões como gerenciamento de recursos hídricos, gestão de águas e uso racional das águas passaram a fazer parte do dia-a-dia das pessoas e dos meios de comunicação. Todavia, a maneira de abordá-las de entendê-las e, principalmente, de praticá-las varia de pessoa para pessoa e, mesmo, de técnico para técnico. Apesar das diferenças de entendimento, há algo novo nascendo na sociedade: a aceitação de que devemos mudar a maneira de tratar nossos recursos hídricos, conservando-as para o nosso futuro e para as futuras gerações.

Essa mudança de atitude decorreu, principalmente, de desastres ecológicos que resultaram em poluição de corpos de água e também da ocorrência de secas com graves conseqüências para alguns segmentos da comunidade. Muitos estudiosos passaram a alertar que o modelo de administrar o recurso água então em prática era sustentável. O aumento da demanda, acompanhado pelo declínio na qualidade das águas, pode levar, segundo os mais enfáticos, a uma nova guerra mundial.

O consenso atual é que há uma premente necessidade de novos paradigmas para racionalizar o uso das águas. Por outro lado, uma retrospectiva histórica há de mostrar que a busca por uma prática sustentável de uso da água já era objeto de preocupação de muitos filósofos.

A Agenda 21 deu ênfase a determinadas ações que visem à economia de água nas diversas atividades humanas e, dentre elas, citou-se a importância ao reuso, recomendado aos países participantes da ECO, a implementação de políticas de gestão dirigidas para o uso e reciclagem de efluentes, integrando proteção da saúde pública de grupos de riscos, com práticas ambientais adequadas.

Através do ciclo hidrológico a água se constitui em um recurso renovável. A Organização Mundial de Saúde não recomenda o reuso direto das águas residuárias, porém quando tratadas a níveis que atendam os padrões sanitários visualiza-se uma conexão direta entre os efluentes de uma estação de tratamento de esgotos (ETE’s) e um aproveitamento dentro de sistema de reuso para os mais variados fins.

A concepção dos sistemas produtivos considera necessária a utilização de tecnologia limpa que combate o desperdício com estratégias integradas, aplicadas preventivamente aos processos produtivos e serviços, com o objetivo de aumentar a eficiência do emprego das matérias primas, energia e água, reduzindo os riscos ambientais e aumentando a economia (CABEDA, 1999).

A adoção dessas tecnologias alternativas voltadas para o aproveitamento dos resíduos orgânicos produzidos pelas sociedades, pode constituir um dos recursos para minimizar a crescente demanda por alimentos, em certas parcelas da população onde o alimento é escasso.

A escassez de água e a demanda por água doce, principalmente em regiões semi-áridas do mundo, têm aumentado o interesse da reutilização de água residuária domésticas para fins potáveis e não potáveis. As incertezas associadas a esta prática estão relacionadas ao desconhecimento dos poluentes e contaminantes de água residuária e da dificuldade de controlar a qualidade da água processada além dos custos elevados dos processos disponíveis. Para as diversas finalidades a que se pretende dar a água residuária devem-se conhecer suas características físico-químicas e microbiológicas de modo a satisfazer os critérios recomendados.

As águas residuárias produzidas nas regiões urbanas podem ser classificadas dependendo de sua interação com o ambiente e de acordo com o destino que se deseja dar a esta água. O reuso pode ser feito de maneira direta ou indireta e sua destinação pode ser para fins potáveis ou não potáveis. A utilização direta do efluente de um sistema de tratamento é denominada de reuso direto planejado, ou seja, o efluente não retoma ao meio ambiente e não sofre diluição antes de sua utilização. Já o reuso indireto planejado ocorre com a participação do meio ambiente, pois a utilização de efluentes de ETE’s só ocorre depois que este é lançado em corpos receptores superficiais ou subterrâneos e passiveis de diluição, autodepuração e dispersão de muitos de seus componentes (MILLER, 1990).

Na maioria dos países, onde o saneamento é deficiente e a disponibilidade de recursos hídricos é escassa e depende das condições climáticas, o reuso indireto sem o devido planejamento é uma realidade.

No caso de existir o planejamento, para esta categoria de reuso é necessário para que objetivos se pretende atingir, quais são os custos envolvidos, quais são os riscos à saúde das pessoas envolvidas nesta atividade e que benefícios se pretende se espera ter.

 

Conteúdo

  • Objetivos Principais do Reuso de Águas residuárias
  • Vantagens e Desvantagens da Reutilização de Águas Residuárias
  • As desvantagens
  • Histórico do Reuso de Esgotos
  • Processos de Tratamento de Esgotos
  • O Reuso Planejado
  • Reuso na Aqüicultura
  • Histórico no Reuso em Piscicultura
  • Qualidade de Água na Aqüicultura
  • Espécies de Peixes
  • Exame nos Peixes
  • Casos Práticos e Experimentos de Reuso de Águas Residuárias na Pisicultura
  • Suinocultura
  • Carcinicultura
  • Águas residuais na bovinocultura

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