Introdução
O Setor Avícola tem uma grande importância a nível mundial e nacional. Dados atuais revelam por demais a importância da produção da carne e ovos de aves, pois segundo a FAO/UBA (2006) a carne de frangos é a segunda de maior importância mundial com uma produção aproximada de 83,1 milhões de toneladas (30,14%) ficando atrás apenas da carne suína com 108 milhões de toneladas (39,17%) de um total de 275,7 milhões de toneladas, vindo posteriormente a carne bovina com 65,7 (23,83%), caprinos e ovinos com 13,5 (4,90%) e as outras carnes com 5,4 milhões de toneladas (1,96%). Dentro deste contexto o Brasil teve no ano de 2006 uma participação em torno de 16,48% quase igualmente equiparado ao da China de 16,99%, ambos ficando abaixo da produção dos Estados Unidos com 26,64% que lidera ainda o mercado internacional, seguidos posteriormente pela União Européia com 12,38% e demais paises, menores produtores, como México, Índia, Argentina, Tailândia, Canadá, Malásia e outros.
Quanto ao segmento da produção de ovos a situação da distribuição mundial modifica um pouco em função do grande rebanho de aves de postura nos paises asiáticos, em particular na China. De acordo com Agriworld (2007) a produção mundial de ovos registrou nos últimos seis anos um crescimento sustentado. Em 2000, alcançava 50 milhões de toneladas e, em 2005, já superava 59 milhões. O principal país produtor de ovos frescos foi à China, que teve uma participação de 41,1% do volume produzido em 2005. Seguidos dos Estados Unidos, Índia, Japão, Rússia, México e o Brasil como sétimo maior produtor, sendo assim esses paises participaram com 9,0; 4,2; 4,1; 3,5; 3,2 e 2,6%, respectivamente, do volume total produzido mundialmente.
Pelos dados apresentados verifica-se que a produção se concentra principalmente nas regiões localizadas na faixa classificada como Tropical do planeta em função de melhores condições ambientais para criação de animais e plantas.
Dentro desta grande evolução da avicultura industrial no mundo e em particular no Brasil, alguns desafios têm que ser superados ainda, pois apesar dos melhores resultados produtivos em função das condições edafoclimáticas e tecnológicas, existem o surgimento continuo de novas linhagens de aves cada vez mais produtivas, além das profundas modificações climáticas registradas nos últimos anos em diferentes partes do mundo.
Assim, as elevadas temperaturas encontradas em diferentes regiões, em particular na região nordeste do Brasil, propiciam muitas vezes modificações nas práticas de manejo que devem ser adotadas pelas granjas afim de atingirem o máximo desempenho animal.
Conteúdo
Considerações finais
Considerando todos os aspectos aqui abordados em relação ao tema sobre a produção de aves em climas quentes, percebe-se que algumas condições de criação são inadequadas para aves em regiões com temperatura elevada, tendo como solução a melhoria das condições ambientais dentro das instalações como a adaptação das coberturas, se possível, e o uso de sistemas de resfriamento aliado a algumas práticas de manejo alimentar e nutricional.
As práticas de manejo alimentar são aquelas relacionadas ao fornecimento de ração em horários prolongados e frescos, utilização de óleos e gorduras nas rações, ajustes dos níveis energéticos e nutricionais, sendo a energia a ser fornecida para aves corrigidas por meio de modelos propostos, além de formulações de rações elaboradas por meio do conceito de proteína ideal e com níveis de minerais e vitaminas ajustados dentro do possível.
Com a possível expansão da avicultura em diferentes regiões acredita-se que as construções dos galpões e o manejo adotado na criação das aves sejam realizados com novo conceito de bem estar animal, a fim de diminuir os efeitos do clima sobre a produção das aves evitando a utilização de recursos a posteriori, que normalmente contribuem para elevação nos custos de produção.
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