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Papel do Zootecnista no Manejo de Pastagens

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  1. 1 Zootecnista, Dr. Prof. Adjunto Departamento de Zootecnia – SCA/UFPR, Curitiba/PR – patrick@zootecnista.com.br

Historicamente, a pecuária no Brasil desenvolveu-se com base no uso de pastagens de forma extensiva e pouco tecnificada, onde o aumento do rebanho implicava, invariavelmente, em aumento da área de pastagens da fazenda. Embora esse ainda seja o modelo de exploração aplicado em grande parte do país, muito se tem avançado com a implantação de técnicas que permitam a verticalização nos sistemas de produção animal baseados em pastagens. A verticalização pode ser entendida como elevação na capacidade de suporte e na taxa de lotação de animais na fazenda, sem a necessidade do crescimento horizontal, ou seja, aumento de área.

Corsi e Goulart (2006) afirmam que a população mundial vem exercendo pressão constante sobre os sistemas de produção pecuários no que se refere à preservação do meio ambiente. Da mesma forma, a legislação ambiental no Brasil tem se tornado mais rigorosa em relação ao desmatamento, proteção de cursos d’água e nascentes, áreas de proteção permanentes e reservas legais, que têm estimulado a intensificação, como forma de se elevar a rentabilidade na exploração animal à pasto. Esse processo tem sido conseguido com uso correto das técnicas de manejo das pastagens.

O termo “manejo da pastagem” refere-se ao conjunto de práticas que permitem maximizar o crescimento da planta forrageira e o consumo da pastagem pelo animal, além de elevar a qualidade da forragem ofertada, estimular o máximo crescimento na rebrota, reduzir o efeito da estacionalidade de produção forrageira, entre outros benefícios. Embora esse termo freqüentemente esteja associado ao pastejo intermitente (rotacionado), ambos não são sinônimos, podendo uma pastagem ser bem manejada no sistema contínuo, sem divisão em piquetes e sem período de descanso.

O conhecimento técnico no manejo das pastagens tem caráter multidisciplinar, envolvendo áreas diversas como: fisiologia de gramíneas, etologia, nutrição mineral de plantas forrageiras, ecologia do pastejo, nutrição dos ruminantes, entre outras. Além dos conhecimentos técnicos, o bom manejador de pastagens precisa ter noções de economia e sociologia rural, para obter sucesso na implantação de um programa tecnificado de produção animal a pasto.

 

Conteúdo

  • Respostas ao manejo da pastagem
  • O Zootecnista e o manejo da pastagem

 

Conclusões
A intensificação nos sistemas de produção agrícolas e pecuários é condição inevitável para expansão e sustentabilidade na atividade, independente do tamanho da propriedade. O uso correto das várias ferramentas de manejo da pastagem permite a intensificação de sistemas de produção animal nesse ambiente.

Pelos fatos mencionados percebe-se que, além do conhecimento técnico específico e da metodologia de trabalho, o Zootecnista manejador de pastagens deve ter condição de tomar decisões rápidas sobre adequações no manejo adotado, visto que o processo é dinâmico e não há um pacote fixo definido para se manejar pastagens. Os ajustes e adequações devem ser freqüentes em pastagens intensivamente exploradas, visando otimização da produção forrageira, do desempenho dos animais e dos custos, com sustentabilidade.


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carlos em 19/11/2010 15:17:22
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preciso saber mais sobre manejo de pastagem para mu ajudar em um trabalho da faculdade, onde estamos desenvolvendo uma ferramenta para gerenciar manejo de gado.
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