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A Zootecnia e os Sistemas de Produção com Bases Agroecológicas

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  1. Fabio Sampaio Vianna Ramos Filho, Zootecnista, CRMV-RJ – 0152/Z, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 1983, Msc. Sociologia Econômica no Centro de Pós-graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, CPDA/UFRRJ, 2006; Diretor da Agrosuisse Serviços Técnicos e Agropecuários Ltda. framos@agrosuisse.com.br

Resumo: O trabalho realiza uma revisão sobre os princípios da agroecologia e sua interface com o sistema agroalimentar. Parte-se da premissa que as mudanças no setor de alimentos e bebidas já é um fato econômico e social, alem disto, a questão da segurança do alimento e de sua qualidade é uma exigência do consumidor final. A produção de alimentos de origem animal nos princípios da agroecologia é um desafio para a Zootecnia. Até o momento o setor de produção dos alimentos de origem vegetal já obteve diversos avanços tecnológicos que garantem a agroecologia como uma alternativa para muitos produtores e processadores de alimentos e bebidas. Com isto é necessário aprofundar a discussão e os estudos na área de alimentos de origem animal. O Brasil ocupa um lugar de destaque na produção agroecologica, seja através da agricultura orgânica, agricultura biodinâmica, natural e a permacultura. Com a recente regulamentação da Lei número 10.831 de 23 de dezembro de 2003, é irreversível a necessidade de desenvolver tecnologias para atender as demandas promovidas pelo mercado consumidor.

Abstract: The work performs a review on the principles of agroecology and its interface with the system food. It is the premise that changes in the sector of food and drink is already a social and economic fact, besides this, the issue of security of the food and its quality is a requirement of the final consumer. The production of food of animal origin in the principles of agroecology is a challenge for Zootecnia. So far the industry for the production of food of plant origin already received several technological advances that ensure agroecology as an alternative for many producers and processors of food and beverages. This is necessary to deepen the discussion and studies in the area of foods of animal origin. Brazil occupies a place of prominence in the production agroecologica, either through organic farming, agriculture biodinâmica, natural and perm. With the recent regulations of the Law number 10831 of December 23, 2003, is irreversible the need to develop technologies to meet the demands promoted by the consumer market.

 

Introdução
A saúde é o tema mais importante para a sobrevivência dos seres humanos e do planeta Terra. O modelo de produção dos alimentos e os hábitos de consumo são dois fatores que influenciam diretamente na saúde humana e na saúde do planeta. Tratando-se de alimentos de origem animal, responsáveis pelo atendimento as exigências nutricionais e biológicas do nível de proteínas que o organismo exige, e portanto com uma importância tamanha a saúde humana. Por outro lado, o modelo de produção dos alimentos de origem animal vem provocando impactos irreparáveis ao meio ambiente e conseqüentemente interferindo nos resultados e na viabilidade dos sistemas de produção.

Tendo como premissa o consenso sobre á necessidade de repensar os modelos de produção de alimentos de origem animal, podemos considerar que o principio é de uma visão holística dos diversos sistemas de produção, baseados no princípio de conservação dos recursos naturais e do meio ambiente. Este princípio, aliado à racionalização das atividades agropecuárias, tem o objetivo de obter alimentos saudáveis garantindo segurança aos produtores e consumidores.

As tendências mundiais apontam para o consumo cada vez maior de produtos gerados por tecnologias limpas e compatíveis com o desenvolvimento sustentável do planeta. A demanda de consumo já indica a influencia de destes princípios no comportamento que move o consumidor a buscar produtos éticos (produzidos com orientação dos sistemas de garantia: certificação, sistemas de rastreabilidade, programas de boas praticas de produção e industrialização, controles sanitários,etc) e exigir serviços que garantam responsabilidade social e ambiental.

Este cenário obriga o produtor e processador (nas diversas fases da cadeia produtiva) a uma adequação dos modelos de produção, tanto uma revisão dos processos como uma reavaliação dos produtos, aos novos padrões de exigências do mercado.

Existem tecnologias e modelos que podem conciliar o desenvolvimento com a preservação e conservação dos recursos naturais. Instituições de pesquisa e organizações não governamentais já atuam em modelos que podem viabilizar sistemas de produção sustentáveis dos alimentos de origem animal.

Nos países desenvolvidos, os padrões de produção consideram aspectos ambientais e sociais em uma nova estrutura de consumo. Modificam-se as relações entre os agentes da cadeia na direção de exigências contratuais mais responsáveis, a fim de atender a uma demanda de consumo mais ampla. Os contratos entre agentes fornecedores e distribuidores incluem novos atributos além do preço e da quantidade que está sendo negociada.

A complexidade pode ser visualizada pela diferença nas características tecnológicas de cada etapa da cadeia, pela diferente distribuição do valor econômico e o valor agregado entre os segmentos, pelo ambiente competitivo entre eles e, finalmente, como conseqüência, pelos altos custos de transação, devido a dificuldades de negociação nas transações econômicas.

 

Conteúdo

  • Objetivo
  • Sistema Agroalimentar e a agroecologia
    • A questão da qualidade no sistema agroalimentar
    • A cadeia dos alimentos agroecologicos
    • A questão da qualidade e o alimento agroecologico
  • Os princípios da Agroecologia
  • Legislação da Agricultura Orgânica do Brasil

 

Considerações Finais
A adoção dos princípios da agroecologia, na produção de alimentos de origem animal representam garantias para um alimento seguro e de qualidade superior. O protocolo sugerido na Lei número 10.831 segue as diretrizes da FAO e das normas dos mercados mais exigentes, isto representa que a cadeia dos alimentos orgânicos e agroecologicos tem bases sólidas e de acordo com as tendências no setor dos alimentos e bebidas.


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