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O zootecnista e as tecnologias de criação de eqüídeos

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  1. Zootecnista, Profa Adjunto CCA, UNIOESTE, E-mail: alix68@terra.com.br

Introdução
Discorrer sobre o papel e ou área de atuação do zootecnista na criação de eqüídeos é uma desafiadora tarefa em tempos de Zootec. Resta-nos observar com cautela a autenticidade dos atuais dados de produção e criação de eqüídeos. Interessante, seria, fazer um comparativo de nossos animais, com outras espécies de interesse comercial, (preferencialmente animais de grande porte) abordando alguns itens semelhantes de sistemas de produção. Isso facilitaria em muito, a visão do mundo particular que os eqüídeos ocupam na cadeia produtiva animal e até mesmo o entendimento do que seria a indústria do cavalo. Pretende-se com isso quebrar alguns dos paradigmas e preconceitos equivocados de que cavalo é hobby, não há nem lucratividade e nem interesse zootécnico em criá-los.

Apresentar dados comparativos da realidade da criação nacional de eqüídeos com demais países ricos em cultura e tradição da arte e técnica em criá-los facilita a compreender não só as áreas de atuação profissional em eqüídeocultura como também a que “pé” está nossos eqüídeos. Eles atendem a demanda de mercado? O que é desejável na criação de eqüídeos? Estamos utilizando tecnologia adequada? Se não, quais seriam os gargalos na produção de eqüídeos? Quais são as necessidades de aperfeiçoamento profissional diante das exigências do mercado de trabalho? A carga horária e o conteúdo programático da disciplina de Eqüídeocultura têm sido adequados para a atuação profissional no mercado de trabalho? Diante desses dados, ficaria fácil apresentar algumas das inúmeras formas de atuação técnico-profissional na criação de eqüídeos.

O assunto é árido, já relatava Chieffi em 1945, em seu livro Criemos bons eqüídeos, vale a pena compilar sua fala e sugestão aos profissionais da época: Ressalta-se que uma das atribuições mais importantes dos técnicos é a obrigação de transmitir aos criadores, através de noções facilmente acessíveis os conhecimentos científicos que somente se obtém na cátedra e nos laboratórios. Com isto, visamos aperfeiçoar os processos adotados, eliminando os empíricos, tendo em vista o melhoramento de nosso rebanho e, consequentemente, o progresso de nosso país.

Na verdade no ano de 1945, ainda não havia zootecnistas o que havia eram técnicos graduados em diferentes academias (Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica entre outros) todos trabalhando com o objetivo único de contribuir para o desenvolvimento da eqüinocultura brasileira.

 

Conteúdo

  • Desenvolvimento da criação de eqüídeos no Brasil
  • Hipologia: origem e formação técnico profissional
  • População de Eqüídeos no Brasil
  • A Eqüinocultura Brasileira: Indústria do cavalo-Indústria eqüestre

 

Considerações Finais
Rink (2003) já afirmava: A Indústria do cavalo deve ser menos amadora e especulativa deve deixar de realizar investimentos desproporcionais ao lucro para compensar a falta de conhecimento tecnológico da atividade, criar cavalos só pela morfologia e não pela funcionalidade.

As perspectivas para a área de atuação profissional no mercado eqüestre são todas positivas, o ano de 2007 foi considerado como o ano de ouro, bom em qualidade dos animais, negócios, e inclusive como gerador de emprego. O mercado deve caminhar para uma maior profissionalização, voltada para os animais criados com o propósito de lazer e esporte amador. É preciso haver um projeto zootécnico auto-sustentável, uma visão empresarial orientada para o mercado, uma visão sistêmica de toda a linha de produção, desde a reprodução seletiva dos animais até o treinamento sistemático dos cavalos e a abertura de um mercado de compradores que desejam um cavalo confiável para os esportes ou um cavalo seguro para o lazer (Rink, 2003).

Existem dificuldades na hora de entrar no mercado, alguns profissionais relatam que o mercado eqüestre dá importância relativa aos serviços profissionais de terceiros para seleção, criação e nutrição de eqüinos. Para o criador, o produto que interessa é o “potro”, para isso, as atenções estão voltadas para o técnico especialista em reprodução e não há economia no investimento de técnicas reprodutivas. Assessoria com alimentação, muitas vezes é dispensável, uma vez que as fábricas oferecem esse serviço na venda de seus produtos. Ainda assim, o técnico pode prestar assessoria na compra e venda de animais, ou estar inserido nas Associações de criadores, gerenciamento de propriedades. O que mais se valoriza são os serviços especializados em ferregeamento, doma e treinamento. Com o crescimento do esporte eqüestre, haverá necessidade de profissionais com sólida base em fisiologia do exercício e nutrição do cavalo atleta nas diferentes modalidades.

Existe um diferencial desejável para que o zootecnista participe profissionalmente da Indústria do cavalo. Uma delas é a de que o técnico apresente as mesmas características presentes na “pessoa” usuário de cavalos, deve ter paixão pelos eqüídeos, se dedicar desde cedo, realizar estágios, procurar literatura pertinente, ser auxiliar de provas de julgamento, estar familiarizado com a “ambiente eqüino”, procurar cursos extracurriculares, hoje existe a opção da educação continuada em Ciências Eqüinas, a Universidade do Cavalo também oferece uma variedade de cursos e workshops, o Senar oferece cursos profissionalizantes com cavalos, participar de núcleos de estudos, existem especializações em marketing e comunicação para centros eqüestres, o Sebrae tem cogitado em abrir oficinas de capacitação para zootecnistas empreendedores, acompanhar de perto o mercado, através de leilões, exposições e provas funcionais.

O Ministério da Agricultura do Canadá, British Columbia publicou um censo da Indústria do cavalo nos anos 90, e apresentou dizeres que retratam bem o que a criação de eqüídeos representa, são eles: A indústria do cavalo é um significante setor pecuário em crescimento, usa outros produtos agricultáveis, preserva a terra para futura produção de alimentos e atua como um agente tampão entre as grandes corporações da agricultura e os centros urbanos.


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